Perseguição: professor pode ser preso no Pará por ter protestado contra atentado da empresa em Mariana/MG

A atuação da Vale é duramente criticada por movimentos sociais e comunidades atingidas pelas ações predatórias da empresa. Na foto, protesto em frente à Sede da Vale, em São Luís/MA.

Quinze dias depois da lama da Samarco, subsidiária da Vale e da PHB Billinton, varrer o distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana/MG, do mapa, vítimas da mineradora Vale fizeram um protesto no Pará, em solidariedade aos atingidos no sudeste, e reiterando todas as denúncias que eles mesmos vêm, há anos, fazendo contra os ataques a seus direitos, promovidos pela corporação.

Em razão da sua participação na manifestação, um professor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, foi processado pela Vale, e pode ficar até cinco anos na cadeia.

No caso de Mariana, embora se avolumem as denúncias sobre procedimentos criminosos da Samarco que contribuíram para a tragédia, até hoje ninguém foi responsabilizado.

A perseguição ao professor da UNIFESSPA foi objeto de matéria no jornal El País, da Espanha, em sua versão brasileira:

 

Em 20 de novembro, 15 dias depois do rompimento de uma barragem de mineração em Minas Gerais causar o maior desastre ambiental do país, um grupo de cerca de 30 pessoas realizou um protesto em Marabá, município do Pará onde moradores costumam se mobilizar contra ações de mineração executadas na região. Levaram para o trilho da Estrada de Ferro Carajás cartazes pintados à mão em solidariedade às vítimas do desastre e, segundo os organizadores, depois de cerca de 30 minutos foram embora. Por conta deste ato, Evandro Medeiros, professor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, poderá ser preso por até cinco anos.

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Enquanto faz propaganda com sofrimento alheio, em suas chamadas ações de "responsabilidade ambiental", a Vale é alvo de protestos por onde passa, nas comunidades que têm seus direitos cotidianamente violados pela presença e atuação da empresa. Na imagem, protesto quilombola nos trilhos da Estrada de Ferro Carajás, no Maranhão.