“O desenvolvimento virou um deus, e a gente não pode ir contra ele”, critica pesquisador

Encontro Geracional e de Lutas na Ilha da Boa Razão:

“O desenvolvimento virou um deus, e a gente não pode ir contra ele”, critica pesquisador

Dona Izabel, da Vila Cristalina, e a juventude da Zona Rural de São Luís, que luta pela implantação da reserva Extrativista de Tauá-Mirim, trocam experiências sobre resistência aos chamados grandes projetos de desenvolvimento. Encontro aconteceu durante mais uma etapa do curso de Educação Ambiental promovido pelo Grupo de Estudos: desenvolvimento, modernidade e meio ambiente, realizado na zona rural de São Luís.

 

“A vida é arte do encontro”, cravou o poeta Vinicius de Moraes. Pois encontro – geracional, e também de resistências – foi o que ocorreu neste domingo, dia 20 de julho de 2014, na Ilha da Boa Razão.

Encravada em uma das pontas da ilha de Tauá-Mirim, que, por sua vez, fica nos arredores da Grande Ilha do Maranhão (São Luís), a Boa Razão foi onde se realizou mais uma etapa do curso de Educação Ambiental, um projeto de extensão do Grupo de Estudos: Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (Gedmma), vinculado aos cursos de Pós-graduação em Ciências Sociais e em Políticas Públicas da Universidade Federal do Maranhão. O encontro reuniu estudantes e pesquisadores dos cursos de graduação e pós-graduação da UFMA, representante do Centro Acadêmico de Geografia, moradores de várias comunidades da Zona Rural de São Luís (Taim, Rio dos Cachorros e comunidades da Ilha de Tauá-Mirim), do município de Paço do Lumiar e da comunidade Vila Cristalina, que sofre os impactos da implantação de um shopping na capital maranhense.

Como dito, foi um encontro geracional e de lutas. Os participantes do curso de Educação Ambiental e os observadores que lá estiveram (mais de cinquenta pessoas) enfrentaram o difícil caminho até Boa Razão: primeiro, deslocaram-se logo cedo da manhã de domingo até o bairro do Coqueiro, de onde atravessam em pequenas embarcações até Tauá-Mirim (esta travessia deveria ser feita todos os dias para assegurar as aulas na escola municipal que funciona na Ilha de Tauá-Mirim – as dificuldades de transporte estão entre as causas para que o calendário escolar não se dê de forma regular na ilha: segundo moradores, a escola, em quatro anos de gestão do ex-prefeito de São Luís, João Castelo, funcionou por poucos meses; atualmente, tem funcionado um pouco mais, mas ainda longe da regularidade ideal para assegurar a educação aos jovens e crianças de Tauá-Mirim - veja mais aqui).  Prosseguindo a aventura para chegar até a Boa Razão, eles seguem em caminhonete até a praia do Jacamim, onde novamente embarcam em direção à Boa Razão, levando equipamentos como gravadores, câmeras, celulares, cadernos, além de água e comida que abasteça o grupo durante a atividade (lanches, frutas, panelas de arroz, carne, farinha de mandioca, feijão).

Finalmente chegando ao povoado, o grupo se depara com uma enorme casa, praticamente abandonada (guardada apenas por um caseiro, pescador e morador da ilha, que recebe o grupo de boa vontade, mas avisa que eles não poderão usar as dependências para as atividades: a casa, enorme, com uma área dotada de quiosque, piscina sem condições de uso, açude, com poucos móveis e eletrodomésticos abandonados), e, na varanda, reúnem-se para a troca de experiências. Segundo pescadores e demais moradores da Zona Rural, o imponente imóvel pertenceria à família do deputado estadual Manoel Ribeiro. Ribeiro foi presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão por dez anos consecutivos, e exerce atualmente mais um mandato, tendo toda sua trajetória política ligada ao grupo do senador José Sarney.

A casa, mesmo no estado e que se encontrava, cumpriu, finalmente, uma função social. Em sua área aberta, os participantes do encontro abrigaram-se para realizar sua reunião, e lá os jovens moradores da Zona Rural de São Luís puderam ouvir dona Izabel, presidente da Associação de Moradores de Vila Cristalina, contar como “um grande projeto de desenvolvimento” – no caso o Shopping da Ilha – causa transtornos semelhantes aos vividos por suas comunidades, bem como  por outras populações que têm seus territórios ameaçados por grandes corporações. Mas eles não apenas ouviram: também deram testemunho de como seus próprios territórios têm importância vital para eles, para suas histórias de vida e como, a partir deles, percebem seus lugares no mundo. E mais: puderam ouvir um dos seus, de uma geração anterior, contar como foi por ele percebida a chegada de uma grande indústria de alumínio ao Maranhão, num processo semelhante às ameaças percebidas por eles em relação a outras histórias que hoje acontecem de modo semelhante. A tal indústria, na verdade o Consórcio Alumar (Consórcio de Alumínio do Maranhão), capitaneado pelas multinacionais Alcoa e BHP Bilinton e Alcan, continuava a despejar sua fumaça, que podia ser observada exatamente do local onde acontecia este encontro: a fábrica da Alumar está instalada próxima à zona rural de São Luís.

“A comunidade foi obrigada a usar, por nove meses, água imprópria para o consumo humano”

Izabel foi a primeira a narrar a experiência de sua comunidade, falando sobre como se originou a Vila Cristalina e o que a presença do Shopping da Ilha acarretou para a comunidade. Ela citou vários casos de desrespeito tanto à comunidade da Vila Cristalina, que ocupava a área desde 1979, bem como ao meio ambiente, com a destruição de fontes naturais que existiam no local, aterradas para a construção do shopping.

Agressores do meio ambiente se dizem seus defensores e se relacionam entre si para assegurar lucros econômicos e políticos - Interessante observar as relações que se dão entre aqueles que ameaçam as comunidades, o que pode ser notado nos relatos de violações a direitos e ao meio ambiente, como os que foram feitos durante este encontro.

Como exemplo dessas relações, a Semana de Sustentabilidade realizada no Shopping da Ilha, em junho deste ano de 2014: as empresas Vale e Alumar, denunciadas por comunidades da Zona Rural de São Luís, bem como por tantas outras no corredor da Estrada de Ferro Carajás (controlada pela Vale S.A), e mesmo pelo mundo, em consequência dos desmandos da Alcoa e da Vale, foram parceiras desse evento, que tinha o objetivo irônico de divulgar ações ambientais. O Sistema Mirante de Comunicação, de propriedade da Família Sarney, também figurou entre os realizadores da Semana de Sustentabilidade. Entretanto, quando se trata da divulgação de ações de comunidades afetadas por essas empresas, e de eventos que discutam os impactos de atividades como a mineração sobre essas populações e sobre o meio ambiente, o Sistema Mirante é omisso. Foi como agiu, por exemplo, durante todo o desenrolar do “Seminário Internacional Carajás 30 Anos: resistências e mobilizações frente a projetos de desenvolvimento na Amazônia oriental”, que teve sua etapa final realizada em maio de 2014 em São Luís, reunindo mais de 1200 participantes de onze países e sete povos indígenas. Convidado, desde o lançamento do Seminário, ainda em 2013, a tomar conhecimento do que estava acontecendo e dos atores envolvidos nesse processo, o Sistema Mirante pouco ou nada divulgou do evento.

Retomando a fala de Dona Izabel, ela contou que a área ocupada há 35 anos recebeu de seus moradores o nome de “Cristalina” justamente devido às várias fontes naturais que havia no local. Hoje, a comunidade está “espremida” atrás do shopping, e teve as fontes e açudes aterrados para a construção do empreendimento. As crianças, por sua vez, ficaram sem áreas de lazer (havia, segundo conta Izabel, quatro campos de futebol nos quais as crianças e jovens brincavam); a juventude segue sem emprego, o que demonstra a falácia da promessa dos que propagandeiam aos atingidos que estes podem abrir mão de suas áreas, pois terão trabalho como uma das recompensas.

A Vila Cristalina viu sua área ser, então, dizimada. A área, que antes do shopping teve outra tentativa de ocupação barrada com violência, sob a alegação que ali não poderia entrar mais nenhuma família, pois seria área de preservação, viu essa desculpa ruir quando chegou a empresa Sá Cavalcante, controladora do Shopping da Ilha. “Foi em 1998 essa tentativa de ocupação. O senhor José Santana foi assassinado e ficaram outras duas pessoas feridas. Hoje nessa área que diziam ser de reserva ambiental tem o shopping, com 333 lojas e mais 8 âncoras. Tem o projeto ainda de mais seis blocos de apartamentos e cinco torres comerciais de 18 andares. Então só tem reserva ambiental quando é pra pobre? Rico pode chegar e ocupar. As fontes naturais foram assoreadas, bem como os açudes. É como a gente diz lá: nós éramos ricos e não sabíamos. Tínhamos nossos recursos de água das fontes, e uma variedade de animais: tatu, paca, raposa, cotia. Hoje não tem mais nada. Hoje sofremos com a falta de água, como em todo o resto da cidade. A comunidade foi obrigada a usar, por nove meses, água imprópria para consumo humano, o que foi constatado em laudo da Caema (Companhia de Saneamento Ambiental), emitido depois de muita pressão da comunidade (depois que aterrou as fontes, a construtora abriu um poço artesiano, cuja água estava contaminada pelo elevado número de coliformes). Depois, o abastecimento foi à base de carro-pipa. A promessa de emprego também não existe. Meu filho mesmo trabalhou lá só três dias. Depois que souberam que ele era filho da Izabel, foi mandado embora, porque lutamos junto com a comunidade. Nunca tinha tido alagamento na nossa área. Agora teve inundação depois do shopping e do desmatamento”, contou.

Via Expressa – Izabel contou ainda sobre a mais nova ameaça sofrida pelo que restou da Vila Cristalina, vinda das obras da Via Expressa, avenida construída pelo governo do Estado do Maranhão numa área de mangue, atravessando esta e outras comunidades da Ilha, com o intuito de ligar dois grandes shopping-centers na capital maranhense (São Luís Shopping, de propriedade do grupo Claudino e que teria os Sarneys entre os acionistas, e os empreendimentos da área do Shopping da Ilha – o próprio shopping, os prédios habitacionais e as torres comerciais previstos no projeto). Segundo calcula a líder comunitária, serão centenas de famílias desalojadas para dar lugar à avenida. “Tem indenização de R$ 1.700,00! Não dá nem pro lanche da governadora!”, indigna-se.

Izabel relata uma das reuniões com os advogados incumbidos de negociar valores de indenização com os comunitários: “Os advogados deles disseram que não tem como acionar nosso vínculo afetivo com o local em que se mora. Eles deram como exemplo para as indenizações uma situação, que seria como se tivéssemos um armário. Eles disseram que sabem que esse armário não vale cinco mil reais, mas mesmo assim, eles iriam pagar cinco mil reais por esse armário, exemplificaram, e eu falei: mas e se esse armário for o único bem que temos na vida? O que a gente passa ali é muito mais do se diz aqui fora. Nossas casas estão rachadas. Houve aumento no consumo de drogas entre os jovens”, contou, destacando o fato importante de participar da reunião e contar sua experiência. “Esse nosso apoio é uma troca. Também me sinto apoiada por vocês”, disse.

Avaliações

Para Bartolomeu Mendonça, da coordenação do Gedmma, esse compartilhar de experiências é de extrema importância, para todos os lados envolvidos, pois mostra que também nos bairros, nos quais as pessoas estariam vivendo de modo tranquilo, essa realidade também vem mudando muito rápido. “As comunidades são tratadas como algo que pode ser retirado rapidamente, os vínculos de solidariedade são quebrados e esses tipos de relação, de convivência, de organização social e de modos de vida não são reconhecidos pelo Estado. Nós não estamos fora desse processo todo. As comunidades do Taim, do Limoeiro, de Vila Maranhão, do Rio dos Cachorros (que fazem parte da área que luta pela Reserva Extrativista de Tauá-Mirim) sabem bem o que é isso”, disse.

O professor do Departamento de Geografia da UFMA e também coordenador do Gedmma, Samarone Marinho, destacou que, tanto nos casos das comunidades da Zona Rural como em relação à Vila Cristalina, os que jogam com a fragilidade das comunidades o fazem por apostar que é possível – e fácil – comprar os territórios: “Estão jogando com o fato de, nas cabeças deles, uma comunidade não valer nada, ou quase nada”. Daí a importância, segundo ele, de esses grupos se reunirem, como acontecia nesse momento na Ilha da Boa Razão, e refletir: “Será que realmente a gente quer sair de Rio dos Cachorros? Quanto Vale o Taim?”. Para ele, é necessário que os moradores conheçam a história de seus territórios, e façam um exercício de memória, resgatando o sentido desses lugares em suas vidas.

“A gente tem direito à nossa identidade, à nossa origem, a toda a nossa vida. Não queremos nos perder naquilo que os outros escolhem para nós. Nós somos tainos!”

Para a jovem Rafaela, moradora do Taim, esse tipo de exercício já vem sendo feito, o que fica demonstrado em sua fala: “A relação que a gente tem com a terra é mais familiar do que a relação que eles pensam que a gente tem. A gente tem direito à nossa identidade, à nossa origem, a toda a nossa vida. Não queremos nos perder naquilo que os outros escolhem para nós”, frisou. Para ela, contar sua própria história implica em contar a história do Taim, a cultura do local, sua origem, seu meio ambiente, sua religião. “Tomar banho ácido não nos atrai”, diz ela, em referência às consequências das indústrias poluentes que operam na região, e emenda: “Existe, sim, beleza na pureza e na simplicidade! Nós somos tainos!” (quem vive no Taim). Rafaela compôs três poesias relacionadas às questões abordadas no curso de Educação Ambiental, lidas por outras três jovens moradoras da Zona Rural, que emocionaram todos que participaram do encontro.

“O desenvolvimento virou um deus e a gente não pode ir contra ele”

Retomando o que falara Izabel sobre o discurso da geração de empregos, acionado quando da instalação de grandes empreendimento sobre as comunidades, Horácio Antunes, do Gedmma, destacou que os empregos  gerados não são para as pessoas que sofrem os impactos mais diretos desses empreendimentos. Ele destacou ainda o que chama de “a ilusão do desenvolvimento”, palavra, segundo ele, “perigosa e enganadora”:

“Hoje em dia é mais fácil você falar que não acredita em Deus do que falar que não acredita em desenvolvimento. Todo mundo acha que, se você fala contra o desenvolvimento, você está falando contra a própria vida. Essa, no entanto, é uma palavra nova, uma palavra usada pelos países ricos, especialmente os Estados Unidos, para se mostrarem como modelos para o mundo, e o resto do mundo como sendo menos que eles. É como se dissessem: persiga o modelo deles e deixe de ser o que você é. Todo o mundo tem que seguir o modelo, no qual não cabe todo mundo, e que não é para todo mundo. No modelo do desenvolvimento, as águas da Vila Cristalina têm de ser soterradas para a construção de um shopping, e a Vila Cristalina ficar na mesma situação do resto da cidade, com água dia sim, dia não. Temos de tomar muito cuidado com essa ideia: o  desenvolvimento virou um deus e a gente não pode ir contra ele”, criticou Horácio.

“Alcoa, veneno bem aceito”

“Seu” Carlos, depois de ouvir tudo atentamente, resolveu também falar. Ele não nasceu em uma das comunidades da Resex de Tauá-Mirim, mas casou-se com uma moradora do Jacamim, e desde então é um dos defensores da região e tem acompanhado o curso de Educação Ambiental. Mesmo quando a Alumar ainda não havia sido instalada em São Luís e era só promessa de dias melhores, Carlos já torcia o nariz para a fábrica de alumínio. Na época, há mais de trinta anos, ele, como estudante da então Escola Técnica Federal do Maranhão (hoje IFMA), em vez de ver na empresa uma “oportunidade de melhorar de vida”, via com desconfiança tudo o que se dizia sobre o empreendimento, e atentava para o que falava o Comitê de Defesa da Ilha, liderado por pessoas como o intelectual Nascimento der Moraes e os habitantes das regiões afetadas. Ele começou dizendo que não gosta muito de se pronunciar em público, mas que não dava para continuar calado depois de se emocionar com os poemas de Rafaela e com o depoimento de Izabel. “Tenho dificuldade em falar. Mas as falas mexem com a gente. Os velhos têm que conseguir passar esses valores para os jovens (o sentimento por sua terra e suas origens)”, alertou ele.

Carlos ficou impressionado com o tudo o que disse a jovem Rafaela: “Ela deu uma aula somente com uma pedra na mão”. Momentos antes, a jovem exemplificou o sentimento de pertencimento com o fato de o valor emocional das coisas que compõem o lugar ser incalculável para quem dele faz parte: “para uns pode ser só uma pedra, mas para nós que vivemos aqui é muito mais que isso”, disse Rafaela. Para Carlos, é preciso refletir sobre as ameaças aos territórios e suas populações: “Às vezes nós só despertamos quando o trator já está na nossa porta”, disse, concordando com o que falara Horácio: “Essa ideia de desenvolvimento está acabando com a Ilha!”.

Carlos recorreu então, “de cabeça”, a um tesouro que guarda há várias décadas: “Esse poema eu fiz quando tinha vinte anos, quando o pessoal da Alcoa chegou fazendo pesquisa na área. Hoje estou perto dos 55 anos. Vi tudo isso, a falsa promessa de emprego”, disse, e começou a recitar sua poesia que, embora tenha já vários anos, permanece atual. Confira.

 

Alcoa, veneno bem aceito

 

Alcoa, um projeto à toa, que o governo implantou e o povo aceitou

Promessas de empregos e especialmente de evolução

Morrerão os povos e os animais,

O homem e sua ambição

Criada pelo estrangeiro e implantada pelo governo, aceita pelo povo

Alcoa, é algo de novo que temos

Mas só aqui no Maranhão

Vinda de longas datas

Com as mesmas falsas promessas

Teu veneno se expandiu

E sem muito esforço

Nas águas dos rios e mares caiu

 

A terra, tu desativaste

O caboclo, tal qual raiz, arrancaste

 

Alcoa, Alcoa! Deixa em paz

Essa minha gente boa!

 

A volta para casa – Após o encontro de duas lutas travadas em territórios diferentes, mas que se descobriram com várias semelhanças, e com algozes muito parecidos e aliados entre si, os participantes fizeram o caminho de volta, conscientes da importância de momentos assim para que também afinem suas resistências.

No retorno, observam as várias placas das fábricas que vêm cercando a ilha de São Luís e alterando o horizonte com muita fumaça. Em comum, todas elas apontavam as relações entre empresas como Ambev, fábricas de fertilizantes e demais empreendimentos e outro agente, representado pelo anúncio:

“Esta empresa conta com incentivos fiscais do governo do Maranhão”. Assim o governo, como que exercendo o papel de um Robin Hood às avessas, drena recursos que deveriam servir aos que são expropriados e dá para aqueles que querem expulsar as populações de seus territórios.