Um ano de saudade, mas: Dirceu Travesso sempre PRESENTE!

 

NO dia 16 de setembro de 2014 falecia o camarada Dirceu Travesso, o Didi Travesso, apenas quatro meses e dez dias após ter falado bravamente na Etapa Final do Seminário Internacional Carajás 30 Anos: resistências e mobilizações frente a projetos de desenvolvimento na Amazônia oriental.

Somente a participação de Didi no Seminário já seria motivo de comemorar a vitória: àquela época, ele já se encontrava acometido de um câncer em estágio bastante avançado. Não fosse isso sabido por quem o conhecia, ninguém jamais faria tal afirmação, posto a firmeza de suas palavras, a intensidade com que as proferia, a força com que contagiava a plateia. Força essa advinda da certeza e domínio do tema que estava a tratar.

No caso do Seminário Carajás 30 Anos, o tema era o Mercado Internacional de Minério: a cadeia de exploração do minério de ferro, debate de suma importância para entender os caminhos percorridos pelo ferro que sangra da Amazônia e de seus povos. Didi, da CSP-Conlutas, dividiu a mesa com outras referências do assunto, pessoas como Paulo Adário (Greenpeace), Susanne Schultz (Fundação Rosa Luxemburgo, da Alemanha) e Lúcio Cuenca (Observatório Latinoamericano de Conflitos Ambientales/Olca, do Chile). A mesa redonda, com pessoas que apresentaram dados tão ricos, sob pontos de vista diversos, foi mais um dos ricos momentos do seminário, que contribuiu para formar um painel global da exploração de recursos minerais que geram conflitos nas regiões afetadas. O material pode ser visto na videoteca do site e nos Anais do Seminário, também disponível no site: neste momento, como homenagem, traremos a fala de Didi Travesso, como forma de mostrar que suas palavras não morrem, e servem para alimentar a luta dos povos da Amazônia e de todo o globo, numa jornada internacionalista contra a exploração.

Exploração foi justamente um tema central de sua abordagem.

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A resistência é unificada: comunidades e organizações denunciam ameaças de vereador de Santa Rita/MA à comunidades do município

Mexeu com um, mexeu com todos. É dessa forma que vem se organizando a resistência contra ataques a direitos de diversas comunidades e povos tradicionais e originários do Maranhão. Foi assim que vários deles responderam, denunciando os ataques do vereador Ivo Gomes da Silva (PDT), do município de Santa Rita, a um conjunto de trabalhadores rurais, pescadores e quilombolas dos territórios Retiro e São João da Mata, localizados próximos aos limites das cidades de Anajatuba e Santa Rita, envolvendo os povoados Companhia, Ilha Grande, Sítio do Meio, São João da Mata e Mata dos Pires, que vêm sofrendo ameaças de violência e expulsão, além de verem seus territórios serem invadidos pelo referido vereador, tudo com a convivência do órgão federal que deveria zelar pelos direitos dos camponeses: o Incra legalizou o que as comunidades apontam ser grilagem de terras e, além disso, comunicadores da região já denunciaram ser Ivo Gomes dono de uma construtora que presta serviços para o município (o que é vedado pela lei) e para o próprio Incra.

 

Entrada das terras cercadas pelo vereador. Como ele, vários políticos maranhenses dizem ser proprietários de terras na região. As cercas que avançam sobre as comunidades impedem o livre trânsito e, dessa forma, o trabalho de centenas de famílias de lavradores, pescadores e quilombolas no Maranhão.

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Santa Rita: