Luta Quilombola: Ocupação da Estrada de Ferro Carajás, no Maranhão, chega ao quarto dia

Manifestantes amarram-se aos trilhos da Vale e iniciam greve de fome; Justiça concede liminar de reintegração de posse à empresa; Governo Federal condiciona início das negociações a desocupação da ferrovia; Movimentos sociais e segmentos da sociedade manifestam apoio à luta das comunidades quilombolas, e manifestantes dizem que não vão ceder até que a Casa Civil envie uma Comissão Interministerial e atenda à pauta, cujo ponto principal diz respeito à titulação dos territórios. Veja a pauta de Reivindicações detalhada e últimas informações sobre a mobilização.

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Comunidades Quilombolas interditam Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale, no Maranhão

Entre as principais reivindicações, a titulação dos territórios quilombolas: manifestantes acusam empresa de criar obstáculos para o reconhecimento de seus territórios e denunciam a demora do poder público em relação aos processos de regularização fundiária das áreas

Na manhã desta terça-feira, 23 de setembro, membros de várias comunidades quilombolas do interior do Maranhão interditaram a Estrada de Ferro Carajás, na altura do município de Itapecuru, que fica a cerca de 90 km de São Luís.

Além de Itapecuru, estão presentes comunidades quilombolas dos municípios de Santa Rita, Miranda do Norte e Anajatuba.

Presentes na interdição, membros das comunidades de todas as idades, entre eles estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Os manifestantes se queixam dos impactos causados pela empresa Vale em seus territórios, bem como dos obstáculos à titulação, muitos deles interpostos pela própria empresa, segundo apontam os membros das comunidades quilombolas, e outros, resultantes da falta de estrutura nos órgãos fundiários, notadamente o Incra, Instituto federal que deveria ser responsável pelo processo, bem como o Iterma, no âmbito do Estado do Maranhão.

Além disso, denunciam a má vontade do Estado em resolver a questão. As comunidades cujos processos de titulação estão em estágio avançado, “empacaram” nos órgãos fundiários, o que demonstra que a questão não é tratada com a seriedade exigida, pelos governos federal, estadual e mesmo em nível municipal, como se houvesse um conluio para criar obstáculos aos territórios.

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Última chamada para envio de artigos para Anais do Seminário

A Comissão Organizadora do Seminário Internacional Carajás 30 Anos: resistências e mobilizações frente a projetos de desenvolvimento na Amazônia oriental vem comunicar a última extensão do prazo para depósitos dos trabalhos apresentados na última etapa do seminário, com o intuito de que eles componham os Anais do evento.

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