Começa Seminário de Marabá, com discussões sobre o Trabalho Escravo

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Em sua exposição, Geuza Morgado trouxe dados dramáticos sobre as autuações de trabalho escravo na região: o Pará é o estado com maior número de casos de trabalho escravo no país. A maior parte da mão-de-obra vem dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins.
 
Durante as intervenções, Rogério Hohn, do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), ressaltou que o trabalho escravo é uma violação dos direitos humanos, e essa violação não passa ao largo dos grandes projetos de desenvolvimento. "E a Amazônia é pensada a partir dos grandes projetos. O pequeno não tem lugar aqui. Ontem estavam em Marabá nossas autoridades [a presidenta Dilma esteve na véspera em Marabá, para inaugurar a hidrovia que permitirá ampliar a exploração mineral na região; de lá, seguiu para Imperatriz, no Maranhão, para a inauguração da fábrica de celulose da Susano], e elas vêm com a marca dos grandes projetos, da mineração, da hidrovia, da siderurgia. Nós, do MAB, também estamos há muito tempo fazendo essas denúncias das violações dos direitos da pessoa humana. Lançamos, ano passado, relatório com 17 violações a direitos dos atingidos por barragens, inclusive dos direitos dos trabalhadores nas barragens. Vejamos o caso de Belo Monte, por exemplo, com a ocupação do canteiro pela Força Nacional de Segurança", destacou.

Lançamento - Durante a manhã, foi feita ainda o lançamento da Cartilha "Trabalho Escravo Contemporâneo: educar, para não escravizar". Os detalhes, bem como imagens direto do Seminário, podem ser conferidos no blog do Seminário em Marabá, clicando aqui.