Perseguição: professor pode ser preso no Pará por ter protestado contra atentado da empresa em Mariana/MG

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Em 20 de novembro, 15 dias depois do rompimento de uma barragem de mineração em Minas Gerais causar o maior desastre ambiental do país, um grupo de cerca de 30 pessoas realizou um protesto em Marabá, município do Pará onde moradores costumam se mobilizar contra ações de mineração executadas na região. Levaram para o trilho da Estrada de Ferro Carajás cartazes pintados à mão em solidariedade às vítimas do desastre e, segundo os organizadores, depois de cerca de 30 minutos foram embora. Por conta deste ato, Evandro Medeiros, professor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, poderá ser preso por até cinco anos.

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Enquanto faz propaganda com sofrimento alheio, em suas chamadas ações de "responsabilidade ambiental", a Vale é alvo de protestos por onde passa, nas comunidades que têm seus direitos cotidianamente violados pela presença e atuação da empresa. Na imagem, protesto quilombola nos trilhos da Estrada de Ferro Carajás, no Maranhão.