Perseguição: professor pode ser preso no Pará por ter protestado contra atentado da empresa em Mariana/MG

A atuação da Vale é duramente criticada por movimentos sociais e comunidades atingidas pelas ações predatórias da empresa. Na foto, protesto em frente à Sede da Vale, em São Luís/MA.

Quinze dias depois da lama da Samarco, subsidiária da Vale e da PHB Billinton, varrer o distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana/MG, do mapa, vítimas da mineradora Vale fizeram um protesto no Pará, em solidariedade aos atingidos no sudeste, e reiterando todas as denúncias que eles mesmos vêm, há anos, fazendo contra os ataques a seus direitos, promovidos pela corporação.

Em razão da sua participação na manifestação, um professor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, foi processado pela Vale, e pode ficar até cinco anos na cadeia.

No caso de Mariana, embora se avolumem as denúncias sobre procedimentos criminosos da Samarco que contribuíram para a tragédia, até hoje ninguém foi responsabilizado.

A perseguição ao professor da UNIFESSPA foi objeto de matéria no jornal El País, da Espanha, em sua versão brasileira:

 

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